Nada jamais será como antes

Captura de pantalla 2013-06-21 a la(s) 15.58.02

Este texto é um remix feito por Bernardo Gutiérrez (@bernardosampa em Twitter) de extrações das publicações: Utopias Piratas: Zona Autônoma Temporária (Hakim Bey, 1985-1995- 2003), Megalópolis: sensibilidades culturais contemporâneas (Celeste Olalquiaga, 1992), A Inteligência Coletiva (Pierre Levy, 1994) e Mudar o mundo sem tomar o poder (John Holloway, 2012). Utilizamos o cartaz publicado pela revista Adbusters, que ilustra o texto, a letra da canção coletiva Tava Havasi Tencere, composta em Istambul pelo movimento # OccupyGezi e trechos do artigo Chapuling nas ruas: John Holloway cumprimenta com solidariedade o movimento de resistência #OccupyGezi, da Social Network Unionism. As palavras São Paulo, Rio de Janeiro e Recife foram usadas como homenagem ao Brasil nas ruas. *(ver metodologia no final do texto).

 

Assim como as festividades, os motins revolucionários não podem acontecer todos os dias. Mas momentos intensos como estes dão forma e sentido à vida. O xamã retornará, mas as coisas estão mudadas. Algumas mudanças foram realizadas. Uma diferença foi estabelecida. Nada jamais será como antes. As navegações transversais e heterogêneas dos novos nômades exploram um outro espaço. Como fazer emergir a sinfonia do coletivo? Como transformar – sem partitura – um ruído da multidão em um coro?

Se quiserem podem nos chamar de infantis, mas é assim que iniciamos os trabalhos, gritando.
O que aconteceu com nossa cidade? Ela está cheia de edifícios esteroides. Eu não me vejo atravessando esta nova ponte. É impossível fundar uma cidade, impossível daqui por diante estabelecer-se, seja onde for, sobre um segredo, um poder, um terreno. Os corpos estão se tornando cidades e suas coordenadas temporais e espaciais. As histórias de vida foram substituídas por mapas. E cada um de nós possui metade do mapa; como os soberanos renascentistas, definimos uma nova cultura com nossos corpos malditos. Nossa emulsão de fluidos faz com que se misturem as articulações imaginárias da nossa cidade-estado com nosso suor. Somos imigrantes do subjetivismo. Somos nômades de um espaço sem arestas.

No início, como dissemos, era o grito. Nosso grito é uma projeção mais além, uma articulação da alteridade que pode vir a ser. É o grito de esperança. Vem aos poucos, lentamente, o solo é úmido. Aqui podemos antever uma nova geografia, um tipo de mapa de peregrinação em que os lugares sagrados são substituídos por Zonas Autônomas Temporárias (TAZ- temporary autonomous zones, em inglês); a verdadeira ciência da psicotopografía, que também pode ser chamada de “geoautonomía” ou “anarcomancia”. A Terra morre, com os deuses, se a música não for retomada, se os grupos não voltarem a ouvir o seu eco nas pedras, se a viagem não recomeçar, se os
trilhos forem abandonados. Venha lentamente, venha.

E de repente, de um corredor subterrâneo, surge a música do futuro. A Terra como uma bola de gude, o olho gigante de um satélite. Zonas Autônomas Temporárias (TAZ), como uma operação de guerrilha que libera uma área de terra, de tempo, de imaginação. E, em seguida, autodissolve-se para reconstruirse, em qualquer outro lugar ou tempo, antes que os diferentes Governos possam esmagá-la. A TAZ é um acampamento de guerrilheiros ontológicos: atacam e fogem. Mantém em movimento toda a tribo, mesmo somente com dados na web. A circulação devora, recobre, obstrui, engasga, ensurdece a cidade. Perfura, despedaça, corta o campo. O que aconteceu com nossa cidade? O que fazer? Mudar o mundo sem tomar o poder.

Venha lentamente, o solo é úmido. Venha nu como um sinal. Todo mundo está dançando nas ruas. Dançando com raiva, dançando com alegria sobre os túmulos de nossos mestres. A dança é a linguagem. As imagens de nós mesmos que precisamos ver. Somos todos turcos, gregos, cipriotas, brasileiros, espanhóis, árabes. Vem lentamente, dance. Invada as casas, mas em vez de roubar, deixe objetos PoéticoTerroristas. Sequestre alguém e faça-o feliz. Convença-o a ser o herdeiro de uma enorme, inútil e surpreendente fortuna,. Digamos, 5.000 hectares da Antártida. Ou um velho elefante de circo. Ou uma coleção de manuscritos alquímicos. Dança Istambul, dança Ankara, dança Izmir. O mundo dança com vocês. Cairo, Atenas, Madrid, Nova York, Londres, Cochabamba. Dança São Paulo, dança Rio de Janeiro, dança Recife. Danças improváveis em caixas eletrônicos noturnos. Implantações de pirotecnia e amor. Dança contra as elites. Dança contra o 1%.

A revolução do grito é a luta para libertar a subjetividade de seu corpo físico. Este não é o tempo da história, para as escrituras, para a cidade, mas um espaço móvel e paradoxal, que chega a nós pelo futuro. Tempo errante, plural, indefinido, como o que precede todas as origens. As memórias foram trocadas pelos cenários. Os sinais, por sua vez, tornam-se emigrantes:este húmus não para de tremer, de queimar. Deslizamentos vertiginosos em religiões e línguas, zapeando entre as vozes e as canções. Danças improváveis em caixas eletrônicos.

O xamã retornará, mas as coisas estão mudadas. O burguês retornará, mas nada jamais será como antes. Não há porvir. Nem revolução. Nem luta. Nem caminho. Você já é o rei da sua própria pele. Sua inviolável liberdade só espera se reunir ao amor de outros reis: uma política de sonho, urgente como o azul do céu. Separados da tribo por uma nostalgia fértil cavamos túneis por trás das palavras perdidas. Em seguida, encontramos bombas
imaginárias. Nada jamais será como antes.

* Não foi usada nenhuma palavra que não aparece nos textos originais. Eu simplesmente reuni os trechos e adaptei as frases com conjunções e vírgulas. As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife foram usada como homenagem ao Brasil nas ruas.

Reclamando el crédito como bien común

CcommnImagenes: Marina Gullón

Reclamando el crédito como bien común/Hacia una sociedad-mariposa

Thomas H Greco

Traducido por Stacco Troncoso, editado por DFC – Guerrilla Translation!

Artículo original

Traducción a español iberomericano

Hoy en día, las monedas locales y los sistemas de intercambio alternativos se han convertido en un tema familiar en los medios de comunicación, incluso en los periódicos con más difusión, como el Wall Street Journal, The Guardian, y Der Spiegel, o en canales de televisión locales y nacionales. Estas reseñas están principalmente enfocadas sobre los intentos de mantener estas monedas circulando de manera local, y que el dinero no sea “drenado” de la zona, dado que así refuerzan la vitalidad de las economías locales y mejoran las perspectivas de los negocios de la zona en su lucha por competir con las grandes multinacionales.

Todo esto se trata de un fenómeno positivo, pero que evade un análisis más profundo sobre los problemas que afectan a nuestras comunidades y a nuestro mundo en general. Pues los problemas a los que se enfrentan nuestras comunidades, y la civilización en general, tienen su origen en la mismísima naturaleza del dinero y los mecanismos según los cuales se crea y se distribuye mediante la intervención del cártel más poderoso que jamás ha existido. Los regímenes globales del dinero y la banca han sido diseñado para centralizar el poder y concentrar la riqueza en las manos de una élite gobernante; se trata de un proceso que viene de muy atrás en el tiempo y que se ha hecho cada vez más efectivo (en exclusivo beneficio de esa élite).

En todas las economías desarrolladas, las profesiones están muy especializadas. Apenas elaboramos o construimos nosotros mismos aquello que necesitamos. Esta situación provoca que el intercambio de bienes y servicios sea una necesidad de subsistencia. Pero el trueque primitivo es ineficaz y depende de una coincidencia entre carencias y necesidades – “yo tengo algo que quieres tú y tú tienes algo que yo quiero.” Si una de las dos partes no tiene lo que quiere la otra, no hay trueque posible. El dinero se inventó para facilitar intercambios más allá de la cercanía inherente de una comunidad local -donde priman las transacciones informales- y así el dinero facilita un modo de comercio que es ocasional y impersonal.

El dinero es, en primer lugar y ante todo, un medio de intercambio, una especie de substituto que permite que el vendedor suministre algo de valor para el comprador, a cambio de dinero, y después, usar el vendedor ese dinero recibido para obtener del mercado aquello que necesite para sí mismo, o para otros.

En la antigüedad, se usaron como moneda materiales útiles para la comunidad. Yo, por ejemplo, no tengo necesidad de poseer tabaco pero, al saber que hay muchos que lo desean, lo puedo aceptar como pago a cambio de mis manzanas. Lo mismo se puede decir del oro y la plata, que, en el transcurso del tiempo, se convirtieron en los materiales predilectos como medio de intercambio.

Pero el dinero ha evolucionado con el tiempo; el dinero ya no es “una cosa”. Es crédito dentro de un sistema de contabilidad que se manifiesta principalmente a través de “depósitos” en los bancos y, secundariamente y en pequeñas cantidades, en forma de papel moneda. Toda moneda nacional se apoya en el crédito colectivo de todos los que están obligados por la ley aceptarlo como tal.

En otras palabras, hemos tolerado la privatización del bien común del crédito, y de tal manera que sólo podemos acceder a éste cuando pedimos a un banco a que nos conceda un “préstamo”. Para poder crear dinero es requisito previo que alguien contraiga una deuda. Pero no se está prestando nada; la banca sencillamente crea el dinero basado en la promesa de que el “prestatario” va a devolverlo. Resumiéndolo a mi manera, hemos entregado nuestro crédito colectivo a la banca para, después, suplicarle que nos preste parte de vuelta–y les pagamos intereses por ese privilegio. El resultado es una escasez crónica de dinero dentro del sector productivo de la economía, aún cuando se otorga dinero a los gobiernos centrales para sostener un déficit público con el que financiar guerras, rescates bancarios, y todo tipo de derroches inútiles.

Pero el peor aspecto del sistema monetario es su requisito intrínseco de crecimiento continuo–lo que yo llamo el imperativo del crecimiento. Esto proviene del hecho de que el dinero se crea sobre una base de deuda sujeta a intereses, de tal manera que la cantidad a devolver se va incrementando con el paso del tiempo. Pero el interés compuesto es una función de crecimiento exponencial y eso significa que la deuda no crece de forma estable y regular, sino de forma cada vez más acelerada. El sistema monetario global precisa de la expansión continua de la deuda a fin de evitar un colapso financiero. Por eso los ciclos de burbujas y colapsos son cada vez más extremos, y la competencia entre prestatarios por un suministro insuficiente de dinero conlleva un incremento acelerado en la expoliación medioambiental y la degradación social.

El crédito “de origen Comunitario” ha sido el aspecto más ignorado de los aspectos del “Bien Común” pero es el más crucial, porque el crédito es el mismísimo cimiento y medio de subsistencia del dinero moderno, y el dinero es el medio esencial para el intercambio de bienes y servicios. Aquél que controla el dinero controla virtualmente todo aquello que existe en el mundo material. La privatización del bien común del crédito no sólo ha permitido que unos pocos hayan explotado al resto, también ha provocado una expansión económica mucho más allá de cualquier límite razonable, a la par que ha causado conflictos por el control de recursos en todo el planeta.

En el pasado, las estructuras del poder mundial estaban basadas en los “acuerdos” de defensa de los intereses comunes de las autoridades políticas y religiosas. Los reyes, emperadores y príncipes dependían de la jerarquía eclesiástica para legitimar su mandato. Siempre que el pueblo dependiera de la Iglesia, y sus sacerdotes, para su salvación y posterior admisión en el reino de los cielos, éste aceptaba dócilmente el estado de las cosas. Pero, según empezaron a cambiar las creencias, las autoridades eclesiásticas perdieron prácticamente toda su influencia. Hoy en día, la estructura de poder global está basada en los “acuerdos” de defensa de los intereses comunes entre autoridades políticas y financieras. Incluso en países nominalmente democráticos, son los banqueros y los financieros -y sus súbditos en los medios de comunicación, la educación, la medicina y otros campos- los que seleccionan a los líderes políticos y determinan el desarrollo de la política pública. Mientras el pueblo dependa del dinero que crea la banca para su “salvación” material y admisión al reino de “la buena vida”, este estado de las cosas continuará provocando que las masas –los avalistas de la deuda gubernamental– continuen hundiéndose cada vez más rápido en as arenas movedizas de la esclavitud por endeudamiento.

Ese interés que ha de pagarse para “ tomar prestado” nuestro propio crédito del banco no es el único elemento parasitario de este sistema. Otro es la inflación del suministro de dinero que acompaña el gasto de déficit público por parte del gobierno. Prácticamente todos los gobiernos nacionales gastan constantemente mucho más de lo que ingresan, extrayendo recursos reales de la economía a cambio del dinero “falso” que la banca crea para ellos bajo la tutela de la ley. Esta devaluación de la moneda inevitablemente conlleva a un aumento del precio de las necesidades básicas en el mercado. A este “drenaje” de recursos económicos le podemos añadir los salarios obscenos y las primas y “bonus” que estos privilegiados se otorgan a sí mismos por gestionar el sistema, además de los rescates financieros periódicos que obtienen de los gobiernos.

La situación, para cualquiera que se haya molestado en observarla de cerca, es muy clara: el sistema monetario y bancario, basado tal y como está en la usura y la centralización del poder y la riqueza, ha provocado una serie interminable de miserias e injusticias sobre la raza humana y toda la naturaleza del planeta Tierra. Es un sistema que no puede reformarse; sólo puede ser superado.

¿Superar el actual sistema monetario?

Las buenas noticias son que no tenemos por qué ser las víctimas de un sistema que, sin lugar a dudas, nos está fallando. Tenemos en nuestras manos el poder de reclamar el Bien Común del crédito. Lo podemos hacer de manera pacífica y sin necesidad de atacar este régimen tan arraigado y poderoso. Tan sólo requiere que cada uno de nosotros tome el control de nuestro propio crédito y lo entregue a aquellos individuos y negocios merecedores del mismo, a la vez que lo mantenemos lejos de las manos de aquellos que no lo merecen; y que entreguemos nuestro talento, dedicación y energía a aquellas iniciativas que repercutan positivamente sobre la capacidad de adaptación de la comunidad, su sostenibilidad, su auto-suficiencia y, el bien común en general.

Todos hemos sido condicionados en la búsqueda del dinero como medio con el que mantener a nuestras familias y a nosotros mismos para suplir las necesidades materiales de la vida. Pero el dinero se ha convertido en un instrumento del poder, un ardid que permite a unos pocos controlar el desarrollo de los asuntos humanos. Mientras sigamos atrapados en esta persecución constante del dinero, todos seremos meras marionetas al servicio de esos titiriteros–esa pequeña élite que, concediéndoles la mejor de las intenciones, actúan desde una perspectiva miope del exclusivo interés propio, presos del error y la ignorancia.

Quizás vean la luz algún día, pero no nos podemos permitir el lujo de esperar. La respuesta está en aprender a compartir, a cooperar, y a organizar para crear lo que a mí me gusta describir como “la Sociedad Mariposa”. Las monedas y los sistemas de intercambio comunitarios suponen una caja de herramientas esencial a la hora de forjar comunidad–y auto-suficiencia, pero tienen que ser diseñados de tal forma que nos permitan ser menos dependientes del dinero “político” y de la banca. Un medio de intercambio privado debería crearse tomando como base el valor creado e intercambiado entre productores locales, especialmente cuando se trata de aquellos negocios pequeños y medianos que forman la base de cualquier economía. Esto supone que una moneda debe ser gastada al ponerse en circulación, que no vendida a cambio de más dinero. Podemos ser capaces de organizar estructuras nuevas para el dinero, la banca, y las finanzas, libre de intereses y descentralizadas. Estructuras que no estén controladas por la banca ni por los gobiernos centrales, sino por individuos y empresas que se asocian y organizan dentro de redes de comercio no monetizadas.

En resumen: cualquier grupo de personas puede organizarse para adjudicar un sistema de crédito colectivo entre sí mismos y libre de interés. Se trata de la mera extensión de una práctica habitual en muchos negocios: vender en base a una cuenta abierta– “Te mando el género ahora, y ya me pagarás más adelante”, sólo que no estaría organizada sobre una base bilateral, sino dentro de una comunidad de múltiples compradores y vendedores. Este sistema debería llevarse a cabo a una escala lo suficientemente grande e incluyendo una cantidad suficientemente amplia de bienes y servicios. Sistemas como éste pueden evitar las disfunciones inherentes en los sistemas monetarios y bancarios convencionales. Pueden abrir el camino a relaciones más armoniosas y mutuamente benéficas con las que propiciar la construcción de una verdadera democracia económica.

Compensación mutua de crédito – Comerciar sin dinero

Lo que estoy describiendo no es un sueño utópico sino una realidad demostrada y bien establecida. También conocido como “compensación mutua de crédito”, se trata de un proceso empleado por cientos de miles de negocios en todo el mundo, miembros de una multitud de sistemas de trueque comercial que proveen la contabilidad necesaria, junto a otros servicios, para el comercio sin dinero. En este proceso, las cosas que vendes te permiten pagar por las cosas que compras sin tener que utilizar el dinero como mecanismo de cambio. En vez de andar persiguiendo dólares, utilizas lo que tienes para pagar por lo que necesitas.

A diferencia del trueque tradicional, que depende de la coincidencia de requisitos y necesidades entre dos comerciantes que poseen bienes que necesitan mutuamente, la compensación mutua de crédito ofrece un sistema de contabilidad para créditos de comercio, una especie de moneda interna que permite que los comerciantes vendan a ciertos miembros mientras que compran de otros. Se estima que hay más de 400,000 compañías en el mundo que intercambian más de 12.000 millones de dólares en bienes y servicios siguiendo estas directrices y sin utilizar ningún tipo de moneda nacional.

Quizás, el mejor ejemplo a largo plazo de un intercambio de compensación de crédito sea la Cooperativa-círculo económico WIR[1]. Creada como organización de auto-ayuda en Suiza y en medio de la Gran Depresión de 1929, WIR provee un medio para que sus asociados puedan seguir comprando y vendiendo entre ellos, independientemente de que haya una escasez de francos suizos en circulación. Durante los últimos tres cuartos de siglo a través de épocas buenas y malas, WIR (ahora conocida como el Banco WIR) ha continuado prosperando. Sus más de 60,000 miembros a lo largo de Suiza intercambian aproximadamente 2.000 millones de dólares en bienes y servicios todos los años, pagándose entre ellos no con dinero oficial suizo, sino con sus propias unidades de contabilidad, los créditos WIR.

El Crédito del Bien Común: una revolución pacífica para una sociedad más feliz.

Credit CommonsEl desafío para cualquiera de estas redes es, por supuesto, obtener suficiente escala para ser verdaderamente útiles. Cuanto más grande sea la red, más oportunidades se crearán para el intercambio sin dinero. Puede que, al iniciar esta andadura, se requiera cierto grado de ayuda para encontrar esas oportunidades, pero según se vayan conociendo los miembros entre sí, y sepan lo que puede ofrecer cada uno, los beneficios de la participación se harán cada vez más evidentes y atractivos. Al igual que Facebook, Twitter, MySpace y otras redes que son puramente sociales, las redes de comercio sin dinero eventualmente experimentarán un crecimiento exponencial que marcará un antes y un después revolucionario en el empoderamiento político y económico. Será una revolución discreta y pacífica y no provocada por protestas en las calles o peticiones dirigidas a políticos que sirven a sus “amos”, sino trabajando juntos para ostentar un poder que ya es nuestro–aplicar los recursos que tenemos para apoyar la productividad propia y otorgar crédito allá donde se necesite.

A través de la participación en una red de intercambio abierta, transparente y democrática, los miembros disfrutarán de beneficios como:

    • Una fuente de crédito fiable y amistosa, libre de intereses y controlada por la comunidad.
    • Menos necesidad de dólares, euros, libras, yenes o cualquier otro dinero “político” y escaso.
    • Incremento en ventas.
    • Una clientela leal.
    • Proveedores fiables.
    • Una comunidad más próspera y viva.

¿Qué se necesita para que las redes de compensación mutua de crédito se vuelvan virales y crezcan rápidamente, de la misma forma que lo han hecho las redes sociales? Esa es la pregunta clave, y la respuesta sigue siendo difícil. Mientras que el WIR ha sido un éxito incontestable, parece haberse visto intencionadamente limitado y destinado a no propagarse más allá de las fronteras suizas. Y, mientras que el fenómeno del trueque comercial ha sido y sigue siendo significativo, con un crecimiento constante durante los últimos 40 años, sigue teniendo una repercusión mínima al compararse con la totalidad de la actividad económica.

Bajo los sistemas con los que operan hoy en día, las redes de intercambio comercial se limitan a sí mismas y, típicamente, imponen una serie de obligaciones sobre sus miembros. Éstas incluyen cuotas de participación onerosas, membresía exclusiva, escala y rango limitado en cuanto a los bienes y servicios disponibles en cada intercambio, la utilización de software propietario y una estandarización insuficiente de operaciones que limita la habilidad de los miembros de un sistema de intercambio a la hora comerciar con los miembros de otros sistemas similares.

Prácticamente todos los sistemas de intercambio comercial son pequeños, locales, y operados con afán de lucro. La escala pequeña, el control local, y el modelo de empresa independiente son todos características deseables. Pero si hablamos de construir un nuevo sistema de intercambio se necesita algo más. Lo que el mundo necesita ahora mismo es un medio de pago controlado localmente pero con utilidad global. Esto supone otorgar a los miembros del intercambio comercial local la habilidad de comerciar con miembros de otros intercambios fácilmente, de manera barata y sin apenas asumir riesgos.A continuación propongo una serie de medidas necesarias para que el comercio sin dinero basado en la compensación mutua de crédito se vuelva viral:

    1. Los miembros han de poner a disposición de la red, no sólo las mercancías de menos demanda o los servicios de lujo, sino todo su catálogo de bienes y servicios y a sus precios habituales. Esto afianzará el valor de los créditos de comercio interno y les dará una utilidad verdaderamente práctica.
    2. Como cualquier “portador del bien común” los sistemas de intercambio deberían abrir sus puertas a cualquiera que desee participar en los mismos, sin trabas y sin un exceso de requisitos previos.
    3. Las líneas de crédito (es decir, el privilegio de tener un descubierto en la cuenta monetaria) han de definirse según la habilidad y la voluntad de cada miembro de actuar con reciprocidad, una reciprocidad cuantificada, por ejemplo, por su historial de ventas dentro de la red.
    4. Los sistemas de intercambio han de ser operados por y para los miembros y de manera transparente, abierta, y con capacidad de adaptación.
    5. Los miembros han de ejercer sus responsabilidades para proveer la supervisión adecuada de aquellos designados para gestionar las transacciones.
    6. Ha de haber una estandarización mínima en los intercambios comerciales para asegurar que los créditos internos mantengan un valor comparable.

Cuando los sistemas de intercambio hayan optimizado su diseño y operatividad, se convertirán en modelos a seguir para los siguientes sistemas. En ese momento experimentarán una fase de crecimiento rápido, llevándonos eventualmente hasta una red de comercio local similar a Internet que hará que el dinero se vuelva obsoleto y permitirá la emergencia de una sociedad más libre y armoniosa.

Referencias y recursos (en inglés)

Paginas web:

Videos:


[1] WIR, abreviación de “Wirtschaftsring-Genossenschaft”, también significa “Nosotros” en alemán.”

Nunca nada será lo mismo

lascosasnuncaseráigual

Este texto es una remezcla de Utopías Piratas: Zona Autónoma Temporal  (Hakim Bey, 1985-1995-2003), Megalopolis: Contemporary Cultural Sensibilities (Celeste Olalquiaga, 1992), Inteligencia Colectiva (Pierre Levy, 1994), Change the world without taking power  (2012, John Holloway), el cartel realizado por la revista Adbusters que ilustra el texto, la letra de la canción colectiva Tencere Tava Havasi compuesta e Estambul tras #OccupyGezi y Chapuling in the streets: John Holloway greets Occupy Gezi Resistance with solidarity, (Social Network Unionism, 2013 ). Ver metodología al final del texto*.  

Como las fiestas, las revueltas no pueden ocurrir todos los días. Pero tales momentos de intensidad dan forma y sentido a la totalidad de una vida. El chamán retornará, pero las cosas han cambiado. Ciertos desplazamientos han tenido lugar. Una diferencia se ha instaurado. Nunca nada será lo mismo. Las navegaciones transversales, heterogéneas, de los nuevos nómadas exploran otro espacio. ¿Cómo hacer elevarse una sinfonía a partir del rumor de lo múltiple? ¿Cómo pasar – sin partitura previa – de un ruido de multitud a un coro? Si así les gusta, pueden llamarnos infantiles, pero este es nuestro punto de partida: nosotros gritamos.

¿Qué ha pasado con nuestra ciudad? Está llena de edificios-esteroides. No me veo cruzando este nuevo puente. Imposible fundar una ciudad, imposible de aquí en adelante establecerse, donde quiera que sea, sobre un secreto, un poder, un suelo. Los cuerpos se están volviendo ciudades; sus coordenadas temporales, coordenadas espaciales. Las historias han sido substituidas por los mapas. Y cada uno de nosotros es dueño de la mitad del mapa; como dos potentados del Renacimiento definimos una nueva cultura con nuestro anatema de cuerpos. Con nuestra emulsión de fluídos, las junturas imaginarias de nuestra Ciudad-Estado se desdibujan en nuestro sudor. Somos inmigrantes del subjetivismo. Somos nómadas de un espacio sin aristas.

En el principio, como dijimos, era el grito. Nuestro grito es una proyección-más-allá, la articulación de una otredad que puede llegar a ser. Es el grito de la esperanza. Ven lentamente, lentamente, el suelo está húmedo. Aquí podemos entrever una geografía completamente nueva, un tipo de mapa de peregrinación en el que los lugares sagrados son substituidos por Zonas Autonómamente Temporales (TAZ): una ciencia real de psicotopografía que puede ser llamada “geoautonomía” o “anarcomancia”. La Tierra muere, con los dioses, si los cantos no se retoman, si los grupos no vuelven a escuchar su eco sobre la piedra, si los viajes no se emprenden de nuevo, si las huellas son abandonadas. Ven lentamente, ven.

Y bruscamente, en el recodo de un pasillo subterráneo, surge la música del porvenir. La tierra como una canica bajo el ojo gigante de un satélite. La Zona Autónomamente Temporal (TAZ) como una forma de sublevación que no atenta directamente contra el Estado, como una operación guerrillera que libera un área de tierra, de tiempo, de imaginación. Y entonces se autodisuelve para reconstruirse en cualquier otro lugar o tiempo, antes de que el Estado pueda aplastarla. La TAZ es un campamento de guerrilleros ontológicos: atacan y escapan. Mantén en movimiento a toda la tribu, aunque sólo se trate de datos en la Web.  La circulación devora, recubre, obstruye, ahoga, ensordece la ciudad. Horada, despedaza, corta el campo. ¿Qué ha pasado con nuestra ciudad? ¿Qué hacer? Cambiar el mundo sin tomar el poder.

Ven lentamente, el suelo está húmedo. Ven desnudo como un signo. Todo el mundo está bailando en las calles. Bailando con rabia, bailando con alegría sobre las tumbas de nuestros señores. El baile nos da el lenguaje. Las imágenes que necesitamos para vernos a nosotros mismos. Somos todos turcos, todos griegos, todos chipriotas. Ven lentamente, baila. Allana moradas pero en vez de robar, deja objetos Poético-Terroristas. Secuestra a alguien y hazle feliz. Convéncele de ser el heredero de una inmensa, inútil y asombrosa fortuna. Digamos 5000 hectáreas de Antártida. O  un viejo elefante de circo. O  una colección de manuscritos alquímicos. Baila Estambul, baila Ankara, baila Izmir. El mundo baila contigo. El Cairo, Atenas, Madrid, Nueva York, Londres, Cochabamba. Bailes inverosímiles en cajeros automáticos nocturnos. Despliegues pirotécnicos ilegales.

La lucha del grito es la lucha para liberar a la subjetividad de su cuerpo físico. Ya no se trata del tiempo de la historia, referido a la escritura, a la ciudad, sino de un espacio moviente, paradójico, que nos llega también del futuro. Tiempo errante, transversal, plural, indeterminado, como el que precede a todos los orígenes. Las memorias han sido intercambiadas por los escenarios. Los signos, a su vez, se hacen emigrantes: este humus no cesa de temblar, de quemar. Deslizamientos vertiginosos en religiones y lenguas, haciendo zapping entre las voces y los cantos. Bailes inverosímiles en cajeros automáticos.

El chamán retornará, pero las cosas han cambiado. No hay devenir. Ni revolución. Ni lucha. Ni sendero. Tú ya eres el monarca de tu propia piel; tu inviolable libertad sólo espera completarse en el amor de otros monarcas: una política del sueño, urgente como el azul del cielo. Separados de la tribu por una nostalgia feraz escarbamos túneles tras las palabras perdidas. Después, encontramos las bombas imaginarias. Nunca nada será lo mismo.

 

*No he utilizado ninguna palabra que no aparezca en los textos utilizados como código fuente para la remezcla  En general, he encajado frases enteras de los diferentes textos. He añadido alguna coma o punto. También he cambiado alguna “y” minúscula en “Y” mayúscula.  

La privatización de los comunes que encendió la Primavera Turca

Captura de pantalla 2013-06-03 a la(s) 17.06.05

Cartografía del proyecto ‘Mapping the Commons Istambul’, ideado por Hackitectura. 

Este artículo fue publicado originalmente en ElDiario.es. Este post incluye pequeñas correcciones del texto original y varios vídeos y fotografías que se quedaron fuera. 

“¡Taksim es nuestro, Estambul es nuestro!”. Los gritos no pertenecen a alguno de los jóvenes que ocuparon el Taksim Gezi Park de Estambul el pasado 28 de mayo. Tampoco es una consigna que esté circulando en Twitter en la ya global etiqueta #OccupyGezi. “Taksim es nuestro” lo pronuncia un ciudadano anónimo en el vídeo Taksim Square(Istambul Commons), durante una manifestación celebrada el otoño pasado. “Taksim es nuestro” – continúa la voz con el megáfono – “no importa la opinión política que tenga la gente”. El vídeo pertenece al proyecto Mapping the commons, ideado por el estudio sevillano Hacktitectura y desarrollado por el arquitecto Pablo de Soto en Atenas y Estambul. Y contextualiza a la perfección la vertiginosa insurrección que está viviendo Estambul y toda Turquía. El centro comercial planeado por el Gobierno de Recep Tayyip Erdoğan que encendió #OccupyGezi es apenas la punta de un iceberg mayor: un duro plan neoliberal para privatizar bienes comunes (aguas, bosques) y espacio público. ¿Hasta qué punto el ataque al procomún y concretamente la privatizacón de los comunes urbanos encendieron la primavera turca?

El proyecto Mapping the Commons – definido por sus propios autores como una performance que puede volverse reflexión, una obra de arte o una acción social – es un verdadero paseo por las raíces de #OccupyGezi. La cartografía, realizada en la plataforma Meipi, organiza el procomún de Estambul en cuatro categorías: Bienes naturales, Cultura, Espacio público y Digital. Los vídeos del proyecto resumen los ataques que el procomún sufre en la era Erdoğan. En Communication space se refleja, a través de las protestas de los estudiantes universitarios, el conflicto del conocimiento / comunicación libre y las libertades civiles. En Water as a commons, el asunto central es la privatización de la gestión del agua en la región. For-rest denuncia que el tercer puente sobre el estrecho del Bósforo que planea el Gobierno de Erdoğan supondría la desaparición del bosque de Belgrado, pulmón verde de la urbe. La represión en el espacio público de manifestaciones socio-culturales como bodas callejerar o el fin de la única plaza peatonal (Galata Square) de Estambul protagonizan los vídeos Cultural expressions in public space o Galata Tower Square.

¿Hasta qué punto la privatización salvaje del procomún natural y urbano de Estambul ha encendido la revuelta de #OccupyGezi? El activista Pablo de Soto, en declaraciones a ElDiario.es, piensa que está intrínsecamente relacionado: “La tala de los árboles para construir un centro comercial para la élite y los turistas ha sido la mecha del incendio, el catalizador final de las protestas por justicia social y económica“. La arquitecta turca Pelin Tan, en su artículo A report from Gezi Park, refuerza la tesis: “Para el Gobierno turco, las nuevas políticas urbanas son la excusa para actos de segregación, para incentivar estilos de vida neoliberales, el progresivo endeudamiento de sus ciudadanos, explotación, racismo, corrupción y la instalación de un estado de excepción que viola los derechos humanos”. Por su parte, la prestigiosa plataforma Architizer también sitúa el urban commons como claro origen de la revuelta. Los recortes de derechos civiles son el arma-estrategia para viabilizar el plan.

#OccupyGezi es mucho más que un grito ecologista para salvar los árboles de Taksim. Pero no exclusivamente una revuelta antagonista contra la arrogancia macropolítica del Gobierno turco o el supuesto intento islamizante de Erdoğan del que habla la prensa Occidental.

Vídeo ‘Taksim Square (Commons Istambul)’, del proyecto Mapping the Commons.

En La Catedral y el Bazar, el hacker Eric S. Raymond contraponía dos modelos en la elaboración de software. La Catedral representa el modelo de desarrollo hermético y vertical del software propietario. El bazar, con su dinámica horizontal y “bulliciosa”, representaría a Linux y otros proyectos de software libre basados en el trabajo comunitario. Ningún lugar como Estambul, con su bullicioso Gran Bazar, encarna mejor la metáfora urbana de la tesis de Raymond. De un lado, la catedral de recetas top down y propietarias del Gobierno de Erdogan. Del otro, el gran bazar humano de Estambul, su espacio público, la tradición colectiva de las comunidades de la urbe. #OccupyGezi, su convivencia humana, resume el choque de trenes de la historia, de dos modelos incompatibles.

Uno de las organizadoras de la página de Facebook de Occupy Gezi, describe en una entrevista en el blog No Rhetorike la estrategia de la catedral neoliberal contra los manifestantes de Taksim: “En Turquía no tenemos una buena conexión 3G. Cuando se le da mucho uso se colapsa. Además, muchas personas han informado del uso de desinhibidores de señal por parte de la policía. Por eso, comenzamos a utilizar una conexión VPN (Virtual Private Network). Además, las tiendas, restaurantes, hoteles y los residentes de la zona han cedido Wi-Fi a los manifestantes, abriendo las contraseñas de sus redes”. El bazar colaborativo de Estambul, de momento, dribló a la apisonadora-catedral de Erdoğan.

¿Se puede hacer alguna comparación entre #OccupyGezzi y la acampada de la Puerta del Sol de Madrid del 15M o la de Occupy Wall Street en Zuccotti? Pelin Tan, en el ya citado texto, destaca que la “ocupación de Gezi es un símbolo de estar juntos en lo común (usa la casi intraducible palabra commoning), a pesar de nuestras diferencias”.  En #OccupyGezi se han implicado, continúa, “gente de diferentes clases, barrios y movimientos culturales antes que las organizaciones políticas y grupos de oposición”. Una auto organización transversal del bazar colaborativo que la violencia policial multiplicó hasta límites no esperados. De la plaza al mundo. De lo hiperlocal a la geopolítica.

Por su parte, el activista Örsan Senalp, habitual en las listas de correos de TakeTheSquare.net creadas en el inicio del 15M español, resalta a Eldiario.es la importancia de las redes en la incipiente Primavera Turca: “El pensamiento peer-to-peer (P2P) y del procomún nos da una alternativa clara al capitalismo. En estos momentos, en las redes sociales, las calles y las luchas de Estambul están convirtiéndose en un procomún con muchos vínculos internacionales”.

montajetaksim

(izquierda) Imagen del vídeo Taksin Square, de Mapping the Commons; (derecha) proyecto del mall en Taksim

De Taksim al mundo. De lo hiperlocal a lo global. De lo urbano a la geopolítica. En su aclamado libro Ciudades rebeldes, el sociólogo David Harvey afirma que la “revolución será urbana o no será”. Y adapta al siglo XXI “el derecho a la ciudad”, un viejo grito de los años sesenta, título de un mítico libro de Henry Lefebvre. El derecho a la ciudad sería un “espacio social con interacciones y prácticas donde la producción social tiene lugar”. La metrópolis modern, según Harvey, tiene un papel importante en el procomún. Curiosamente, los movimientos sociales de Estambul están remezclando el grito de Lefebvre-Harvey. En El movimiento Derecho a la Ciudad y el verano turco, la periodista independiente Jay Cassano hace un detallado repaso a los ataques neoliberales que Estambul está sufriendo en los últimos tiempos, al margen del proyecto de centro comercial para Gezi Taksim.

Jay cita en su artículo la conversión del histórico cine Emek en centro comercial. Menciona el tercer puente sobre el Bósforo. Y destaca el fuerte proceso de gentrificación que está sufriendo Estambul, especialmente en “los barrios históricos de Sulukule, Tarlabaşı, Tophane y Fener-Balat, donde viven los inmigrantes y la minoría kurda”. Precisamente, Mapping the commons le dedica un vídeo al distrito de Fenet-Balat-Ayvansaray, donde los vecinos resisten al plan urbanístico del Ayuntamiento desde la asociación Febayder.

Un extracto del documental ‘Ekümopolis’

El colectivo Reclaim Istambul, inspirado en el colectivo británico Reclaim the streets que luchaba por el espacio público, hace una verdadera lista de los horrores urbanísticos planeados para Estambul: “Cientos de edificios enrejados, torres de oficinas, centros comerciales y proyectos multiusos creciendo como setas en toda la ciudad”.  Entre el rodillo de proyectos de corte neoliberal, destacan Via Port Venezia (“hemos rediseñado Venecia y la hemos traído a Estambul”) o Mall of Istambul (“disfruta de cerca uno de los mayores shoppings de Turquía”). En cierto sentido, #OccupyGezi nació como grito coral para evitar que la milenaria Estambul acabe convertida en Las Vegas o Dubai.

Reclaim Istambul es el responsable de uno de los documentales más polémicos de los últimos tiempos,  Ekümenópolis. Con un verdadero cocktail de imágenes, entrevistas, música, gráficos y animaciones, Ekümenópolis dibuja el salvaje ataque al procomún urbano y natural que sufre la ciudad. La contundencia de su sinopsis da una idea de la dureza de su contenido: “Hace unos años, Estambul tenía 3,5 millones de habitantes. Hoy somos 15 millones y en 15 años seremos 23. Se han sobrepasado los límites ecológicos. Se han sobrepasado los límites económicos. Se ha sobrepasado el límite de población. Se ha perdido la cohesión social. Aquí tienen una imagen del urbanismo neoliberal: Ekümenopolis”.

Captura de pantalla 2013-06-03 a la(s) 17.32.38

Proyecto ‘Drone Shade’, desarrollado durante la Bienal del Diseño ‘Adhocracy’

“Es más que una revolución tecnológica: es una revolución cultural. Los rígidos modelos verticales para optimizar los sistemas de producción de masas del siglo pasado están siendo remplazados por flexibles redes peer-to-peer que nos llevan hacia una nueva estética de códigos”. La frase es del arquitecto Joseph Grima, director de la última edición de la Bienal de Diseño de Estambul, celebrada a finales de 2012. Adhocracy, el título de la Bienal, no fue casual. La adhocracia, otro término recientemente resucitado, es un nuevo modelo de organización flexible, intuitiva, transversal. La adhocracia es horizontal, rotativa. Por eso, Adhocracy fue mucho más que una exposición. Fue un laboratorio.

Una de sus comisarias, Ethel Baraona (Dpr-Barcelona), respondiendo a un cuestionario sobre #OccupyGezi, destaca el vínculo con el  procomún urbano de la Bienal: “Un alto porcentaje de los proyectos estaban relacionados con el activismo urbano, con la intención de llamar la atención del espacio público como espacio de intercambio de conocimientos y de acción”. La Bienal adhócrata esparció por Estambul el dinamismo de colectivos-proyectos como Crafting NeigborhoodsRecetas Urbanas, Open Structures, Maker Faire Africa, Arduino o Zuloark (representando al madrileño El Campo de Cebada).

Especialmente metafórico resultó el proyecto Drone Shade, de la artista James Bridle. Tras sembrar de sombras de ‘drones’ (aviones no tripulados) la franja de Gaza o Londres, James dibujó con líneas blancas en el corazón urbano de Estambul la supuesta sombra de los drones que Estados Unidos utiliza desde Turquía. El espacio público como tablero del mundo. Como metáfora geopolítica. La metralleta top down y neoliberal de Erdoğan, representada en una forma de contornos blancos. La alianza militar estadounidense-turca que persigue al Partido de los Trabajadores del Kurdistán (PKK) en el norte de Turquía y el norte de Irán, como una verdad a ras-de-suelo. La ciudad como campo de batalla.

¿Es #OccupyGezi la primera revolución incendiada por el procomún urbano? Tal vez la primera, pero no la última. El modelo de la catedral neoliberal de Estambul se replica en todo el mundo. Los desalojos y la especulación en el Rio de Janeiro preolímpico son un ejemplo. El proyecto EuroVegas de Madrid, como destaca Pablo de Soto, “es un escándalo de privatización y excepción de la legalidad al nivel de la destrucción del parque Gezi en Taksim”. ¿Ha llegado ya la era de las Rebel Cities de David Harvey? ¿Veremos una secuencia de revoluciones urbanas en un planeta que esquilma sus comunes naturales a un ritmo asustador? Aunque no hay respuestas, sí existen intuiciones. El antropólogo y activista del 15M Adolfo Estalella, en su provocador texto El procomún no es un commmons, vaticina una fuerte politización de las urbes: “El procomún es la figura que permite politizar la ciudad. Si hace diez años la globalización era el objeto del activismo, ahora es la ciudad. Así que el procomún es para el activismo actual lo que la globalización era para este hace diez años”.

TENCERE TAVA HAVASI (Sound of Pots and Pans) / Kardeş Türküler.

Captura de pantalla 2013-06-03 a la(s) 17.27.57

Participación del Campo de Cebada (Madrid) en la Bienal del Diseño ‘Adhocracy’

ecumenopolis

Cartel del documental Ekumenópolis

Ekumenopolis4

Imagen incluída en el documental Ekumenópolis

viaport-venezia-genel

‘Venezia Via Port’,  un proyecto de comunidad cerrada, mall comercial y oficinas.

Proyecto Mall of Istambul

Activarse o no, esa es la cuestión

Texto publicado por Ricardo Cana en su blog Calles Paralelas

Pad, hashtag, wiki, hack, P2P, trending topic, streaming… si a usted toda esta jerga no le suena a marciano, quizás es porque ya forma parte de uno los innumerables colectivos ciudadanos que tejen redes ciberactivistas para tratar de cambiar las cosas. Pero si su lucha se concentra íntegramente en las calles, no importa, sumergirse en este mundo tecnológico no es tan complejo como a priori aparenta su caprichosa neolengua. Tras estos nombres hay herramientas de fácil manejo que le permitirán autogestionar procesos, colaborar en red, tomar sus propios medios, incidir en el poder y retomar espacios públicos, que nunca nos dejaron de pertenecer.

Herramientas o ‘armas’ (en el buen sentido de la palabra) con las que ejercer una legítima desobediencia civil para pasar a la acción y transformar nuestras realidades. Esta sería la principal conclusión del taller de activismo SocialTIC que vivimos en el Medialab-Prado Madrid a mitad de mayo, en el que nos acercamos a luchas paralelas que utilizan las tecnologías de la información y la comunicación (TIC) para parar desde desahucios, hasta privatizaciones sanitarias; sensibilizar sobre las ‘verdades’ del exilio laboral, o denunciar especulaciones finacieras y esclavismo en pleno siglo XXI; o, en su cara más amable, tratar de reconstruir colaborativamente otro mundo posible.

Porque sus señorías ya no pueden ignorarnos tan fácilmente, como demostró la Plataforma de Afectados de la Hipoteca (PAH) en sus ya famosos escraches (más neolengua de la Argentina post Videla). Acciones con las cuales han logrado visibilizar las reclamaciones de personas afectadas por los desalojos frente a la criminalización del sistema. Porque para defender el derecho a la salud, no basta hoy en día con saber utilizar el bisturí, sino que hay que armarse de plataformas ciudadanas (de pacientes y no clientes) que mantengan en la cresta de la ola la Marea Blanca que contrarreste a quienes dicen que la Sanidad Pública está curando por encima de nuestras posibilidades. Porque no nos vamos, nos echan, y esta fuga de cerebros ahora la pueden contar sus propias víctimas gracias a mapas en masa como los de Juventud Sin Futuro . Y porque la lucha salta de las asambleas a las casas, de las redes a las calles, para continuar aprendiendo a compartir el código 15M que nos ayude a reclamar que nos devuelvan nuestros espacios, como demostrara Toma Tu Ágora en la celebración del segundo aniversario del movimiento.

Pero había vida, lucha, organización y esperanza mucho antes de mayo de 2011… e incluso de Internet. Hay quien habla de V de Vivienda, o quien señala al movimiento altermundialista (aún vivito y coleando), la okupación de centros sociales, o la solidaridad con países empobrecidos que despertó la Plataforma 0,7%. Sea como fuere, un tejido asociativo que se vio fortalecido con la actuación de algunas ONG(D), que también sembraron la semilla del cambio. Organizaciones que nos demuestran que sí se puede lograr un Tratado Internacional de Armas si hay trabajo común y la sociedad se lo exige a sus gobiernos. Similares mimbres que están permitiendo tejer una necesaria Tasa Robin Hood, ya aprobada por países como España, aunque el verdadero quid de la cuestión es que se destine lo recaudado a rescatar nuestros derechos (y no nuevamente a sus bancos). También campañas como Ropa Limpia hacen que nos rasguemos las vestiduras por un consumo consciente y responsable, para que nunca más tengamos que volver a ser cómplices de tragedias como las de Bangladesh. Pero asimismo para que el activismo no sea solo cosa de mayores, e implique participación para desterrar la homofobia desde la infancia, como tratan de lograr iniciativas tecnológicas como Cibercorresponsales.

El gran desafío ahora es que todo este conocimiento compartido forme parte de ese procomún glocal (sí, más términos de esa neolengua que marcan tendencia). En ese imaginario es donde ganan fuerza proyectos transmedia como la #GlobalP2P (Wikisprint), remezclas hackers de Latinoamérica y Europa para liberar el código universal del activismo.

Todo está en fase beta, en construcción permanente, en redes transfronterizas y distribuidas que tratan de unificar las luchas. Porque como demuestra ahora el pueblo turco, la chispa del cambio social recorre el mundo.

Mapa #GlobalP2P via @bernardosampa

Mapa #GlobalP2P via @bernardosampa

Una hoja de ruta para las redes emergentes del Procomún y el P2P

Chamber of the Commons

Imagen de SEIER+SEIER

Michel Bauwens

Traducido por Stacco Troncoso, editado por Alicia Aguirre de Cárcer – Guerrilla Translation!
Artículo original en el blog de la P2P-Foundation.

“En resumen, necesitamos una alianza del procomún para fomentar su poder político y civil e influir sobre todos los niveles de la sociedad; necesitamos filés con las que reforzar nuestra economía al margen del sistema dominante de maximización de ganancias; y necesitamos una Cámara del Procomún para formalizar una política territorial junto a las condiciones legales e infraestructurales necesarias para estimular la creación de una economía política afín a los valores humanos y ecológicos. Por separado no serían suficientes, pero unidas podrían formar una triada sólida para el propiciar el cambio necesario.”

El reciente éxito de una movilización global en países de habla hispana (más de 500 participantes y colectivos de 23 países en más de 50 ciudades) para el mapeo colectivo de iniciativas orientadas al procomún y modeladas en el P2P, ha mostrado que hay un afán a pie de calle por fomentar la colaboración mutua y acentuar las oportunidades de iniciar un cambio social. Me gustaría añadir la hipótesis de que, no sólo se está construyendo una nueva modalidad dentro de la imaginación colectiva sino, potencialmente, una nueva vertiente política. Creo que, para construir y obtener más infraestructuras cívicas con las que facilitar y empoderar la productividad social autónoma, tenemos que unir fuerzas y crear una nueva serie de instituciones políticas, sociales y económicas con las que inducir resultados “de transición”. Es decir, preparar el terreno para la transición a una civilización y economía política en la que la asociación libre y ecológica entre productores autónomos y ciudadanos se vuelva lo normal.

Creo que ha llegado el momento de comenzar la construcción de las tres coaliciones institucionales siguientes:

* La institución cívica/política: La Alianza del Procomún.

Una alianza del procomún es una coalición, un lugar de encuentro y una red para asociaciones, sistemas y lugares sin ánimo de lucro y orientados al P2P y el procomún. Estas alianzas pueden ser tópicas, locales, transnacionales, etc…. Un ejemplo sería la iniciativa Paris Communs Urbains, en la que se pretende crear un plataforma común para iniciativas urbanas de procomún en la región parisina; otro ejemplo parisino/francés sería la red de cultura libre Libre Savoirs, actualmente desarrollando una serie de propuestas legislativas entorno a derechos digitales. (Ambos proyectos llegaron a mi atención de mano de Lionel Maurel).

Una alianza del procomún es un lugar de encuentro y una plataforma para formular propuestas institucionales para mejorar las infraestructuras cívicas del procomún.

* La institución económica: el « Filé » Global-local del P2P/Procomún

Un filé (una propuesta formulada por lasindias.net) es una coalición de empresas éticas, impulsoras de la comunidad y orientadas al procomún, que operan y comercian en el mercado para facilitar el sustento de “procomuneros” y trabajadores colaborativos involucrados en la producción social. La utilización de una licencia de producción colaborativa mantiene el valor de los intercambios creados en el procomún, a la vez que fortalece la existencia de una contra-economía más autónoma, que rehúye de la lógica destructiva de la maximización de ingresos, y centrada en el incremento de beneficios, no sólo locales, sino también extendidos a procomún global emergente. Las filés crean economías integradas entorno al procomún, dotando a éstas de mayor autonomía y asegurando la reproducción social de sus agrupaciones. Las filés globales con un excedente de producción y capaces de generar un estado de bienestar para sus integrantes, podrán gradualmente erguirse como un contrapoder a la hegemonía corporativa imperante.

* La Institución política-económica: La Cámara del Procomún

De manera análoga a las cámaras de comercio que operan en las infraestructuras del tejido empresarial-lucrativo, la Cámara del Procomún actúa exclusivamente a favor de las necesidades de las coaliciones de empresas éticas emergentes y afines al procomún (es decir, las filés), pero siempre bajo un enfoque territorial. Su objetivo es definir las necesidades convergentes de las nuevas empresas del procomún e interconectar con legisladores locales para expresar y obtener sus necesidades infraestructurales, políticas y legales.

En resumen, necesitamos una alianza del procomún para fomentar su poder político y civil e influir sobre todos los niveles de la sociedad; necesitamos filés con las que reforzar nuestra economía al margen del sistema dominante de maximización de ganancias; y necesitamos una Cámara del Procomún para formalizar una política territorial junto a las condiciones legales e infraestructurales necesarias para estimular la creación de una economía política afín a los valores humanos y ecológicos. Por separado no serían suficientes, pero unidas podrían formar una triada sólida para el propiciar el cambio necesario.

Esta traducción también ha aparecido en:
El Blog de la Fundación P2P

Último post en Código Abierto, primero de #CódigoAbierto_CC

 

Captura de pantalla 2013-06-01 a la(s) 13.28.34

Étiqueta más repetida en el blog Código Abierto

Esta es la última entrada del blog Código Abierto de 20Minutos.es Esta aventura comenzó el día 2 de diciembre del año 2011 con el texto Código abierto para una nueva era. Y acaba exactamente un año y medio después, con este texto de despedida. Ha sido una época intensa, convulsa, emotiva e indescriptible. La relación de la cabecera 20Minutos.es con Código Abierto con ha sido amable, cordial y respetuosa. Podría haber sido mucho más fructífera, sin duda. Y tal vez no haya sido lo suficientemente valorado mi entusiasmo y (excesivas) horas de trabajo. Pero 20Minutos.es ha respetado siempre el contenido de este blog. No he sufrido ningún intento de censura. Salvo pequeños detalles muy puntuales – un mínimo cambio de titular – nadie intentó que cambiara una coma. El equipo de 20Minutos.es ha mantenido muy alto el listón de la libertad de expresión y la ética periodística. Existen muy pocos medios a la altura ética de 20Minutos.es. Se merecen todo nuestro respeto.

El balance de Código Abierto es, en mi opinión, extraordinario. En el año 2012, el blog tuvo 342.775 usuarios únicos. Cierto: no es un número elevado para 20Minutos.es, aunque sí para cualquier blog. Sin embargo, lo cuantitativo no expresa la riqueza de la experiencia, de la comunidad creada, del contenido republicado o de su relevancia global. Código Abierto ha sido una pequeña linterna que ha iluminado rincones invisibles, ignorados por los apresurados medios de masa que apenas vislumbran las cantidades, el número total de visitas. Gracias a su licencia libre – y a su relevancia y/o calidad – mis entradas han sido republicadas constantemente en lenguas como el inglés, portugués, francés, alemán o italiano. ¿Cómo se calcularía la relevancia y lo cualitativo en un medio? Que se lo cuenten a Materia, que gracias a potenciar las republicaciones se han convertido en la web líder de ciencia en lengua española en menos de un año.

Gran pregunta. Lo cuantitativo, desde el pasado diciembre, empezó a preocupar a Melisa Tuya, la competente y atenta coordinadora de los blogs de 20 Minutos. Intercambiamos muchos mails sobre ello. Mis argumentos eran simples. Tal vez no yo no necesitase muchos más lectores. Simplemente quería mantener mi comunidad. Una comunidad, bastante influyente, por cierto. Una comunidad que dialogaba (y mucho) alrededor de un contenido diferente, relevante. No vi clara la opción de bajar el listón del contenido para transformarlo en un blog divulgativo (aunque sí estaba en el pacto inicial). Lancé muchas preguntas y dudas a Melisa.

Eran preguntas que servían para todos los medios. Preguntas para las que no existe una única respuesta. ¿Cómo se mide la influencia de un blog? ¿Por qué no se miden los links entrantes a los post? ¿Cómo se calcula la gente que lee un texto en revistas sociales personalizadas de plataformas como FlipBoard, ZITE, Paper.ly o Prismatic? ¿Cómo se mide el número de veces que incluyen un texto en Scoop.it? ¿Qué reputación aporta que un texto aparezca en la portada de agregadores como Menéame o Digg aunque la gente no clique en los links? ¿Por qué se valoran las republicaciones de una entrada? ¿O que un lector transforme en libro un post tuyo (Comienza la #GuerraNarrativa)? Yo argumentaba que el texto Un manifiesto posperiodístico circuló muchísimo. Y en varias lenguas. Apenas en español,Google proporciona 1.330 impactos. ¿Cómo se mide la influencia de un texto que se lee en otras plataformas y no donde se publicó originalmente?

¿Para cuándo un medidor cualitativo? Hace unas semanas Alejandro González, del prestigioso y vanguardista estudio Outliers.es, me comentaba que es urgente crear un “medidor cualitativo”. También, que Código Abierto es uno de los que más circulan en redes sociales de todos los blogs de 20Minutos.es. Curiosidades para el equipo comercial: la entrada más visitada del pasado mes de mayo fue Toquéame, la aplicación móvil contra Bankia, con  9.257 visitas. ¿La entrada que posiblemente menos gustó al departamento comercial es la que más gusta a los lectores? Houston/20Minutos.es /medios del mundo, tenemos un problema.

No descarto seguir vinculado al grupo 20 Minutos, realizar reportajes concretos u otros menesteres. Pero a partir de ahora, reforzaré la colaboración en otros medios en lengua española, inglesa y portuguesa en los que ya escribo. Pero Código Abierto continúa. Continuará aún sin saber si el blog se incorporará a otra cabecera. Dado que alrededor del blog ha surgido una creciente comunidad de lectores he decidido continuar con la aventura. En este caso, una aventura compartida. #CódigoAbierto_CC  (link provisional) no será una plataforma exclusivamente mía.

Será una plataforma para la comunidad. Publicaré contenido propio, pero  también se publicarán textos de calidad de otras personas. Republicaremos contenido relevante que tenga licencia libre. Aportaremos reposo, contexto. Huiremos del último minuto. Además, pretendo investigar la vía de la comunicación-acción. #CódigoAbierto_CC pretende ser a su vez una caja de herramientas para que los lectores se relaciones, abran campañas activistas y compartan código. Intentaré lanzar lo antes posible el proyecto #CódigoAbierto_CC en la plataforma de crowdfunding Goteo.org, para construir la mejor plataforma posible. Una plataforma, a su vez, que aspira a ser sostenible económicamente.

En general, será muy bienvenida la ayuda de:

-Programadores con conocimiento de WordPress.

-Diseñadores

-Periodistas

-Editores

Quien tenga interés en participar, que deje un comentario en esta entrada o que me escriba por mail:

bernardobrasil@gmail.com / codigoabiertocc@gmail.com

El dominio http://www.codigo-abierto.cc ya está registrado. El link provisional es https://codigoabiertocc.wordpress.com/

Acabo de abrir la cuenta de Twitter @CodigoAbiertoCC 

El trabajo realizado será incluído en el proyecto de Goteo.org.

En breve, recopilaré las mejores entradas de Código Abierto (tal vez todas) en formato de libro digital.

Gracias por la compañía

Bernardo / @bernardosampa

Último post en Código Abierto, primero en #CódigoAbierto_CC

Captura de pantalla 2013-06-01 a la(s) 13.28.34

Étiqueta más repetida en el blog Código Abierto

Esta es la última entrada del blog Código Abierto de 20Minutos.es Esta aventura comenzó el día 2 de diciembre del año 2011 con el texto Código abierto para una nueva era. Y acaba exactamente un año y medio después, con este texto de despedida. Ha sido una época intensa, convulsa, emotiva e indescriptible. La relación de la cabecera 20Minutos.es con Código Abierto con ha sido amable, cordial y respetuosa. Podría haber sido mucho más fructífera, sin duda. Y tal vez no haya sido lo suficientemente valorado mi entusiasmo y (excesivas) horas de trabajo. Pero 20Minutos.es ha respetado siempre el contenido de este blog. No he sufrido ningún intento de censura. Salvo pequeños detalles muy puntuales – un mínimo cambio de titular – nadie intentó que cambiara una coma. El equipo de 20Minutos.es ha mantenido muy alto el listón de la libertad de expresión y la ética periodística. Existen muy pocos medios a la altura ética de 20Minutos.es. Se merecen todo nuestro respeto.

El balance de Código Abierto es, en mi opinión, extraordinario. En el año 2012, el blog tuvo 342.775 usuarios únicos. Cierto: no es un número elevado para 20Minutos.es, aunque sí para cualquier blog. Sin embargo, lo cuantitativo no expresa la riqueza de la experiencia, de la comunidad creada, del contenido republicado o de su relevancia global. Código Abierto ha sido una pequeña linterna que ha iluminado rincones invisibles, ignorados por los apresurados medios de masa que apenas vislumbran las cantidades, el número total de visitas. Gracias a su licencia libre – y a su relevancia y/o calidad – mis entradas han sido republicadas constantemente en lenguas como el inglés, portugués, francés, alemán o italiano. ¿Cómo se calcularía la relevancia y lo cualitativo en un medio? Que se lo cuenten a Materia, que gracias a potenciar las republicaciones se han convertido en la web líder de ciencia en lengua española en menos de un año.

Gran pregunta. Lo cuantitativo, desde el pasado diciembre, empezó a preocupar a Melisa Tuya, la competente y atenta coordinadora de los blogs de 20 Minutos. Intercambiamos muchos mails sobre ello. Mis argumentos eran simples. Tal vez no yo no necesitase muchos más lectores. Simplemente quería mantener mi comunidad. Una comunidad, bastante influyente, por cierto. Una comunidad que dialogaba (y mucho) alrededor de un contenido diferente, relevante. No vi clara la opción de bajar el listón del contenido para transformarlo en un blog divulgativo (aunque sí estaba en el pacto inicial). Lancé muchas preguntas y dudas a Melisa.

Eran preguntas que servían para todos los medios. Preguntas para las que no existe una única respuesta. ¿Cómo se mide la influencia de un blog? ¿Por qué no se miden los links entrantes a los post? ¿Cómo se calcula la gente que lee un texto en revistas sociales personalizadas de plataformas como FlipBoard, ZITE, Paper.ly o Prismatic? ¿Cómo se mide el número de veces que incluyen un texto en Scoop.it? ¿Qué reputación aporta que un texto aparezca en la portada de agregadores como Menéame o Digg aunque la gente no clique en los links? ¿Por qué se valoran las republicaciones de una entrada? ¿O que un lector transforme en libro un post tuyo (Comienza la #GuerraNarrativa)? Yo argumentaba que el texto Un manifiesto posperiodístico circuló muchísimo. Y en varias lenguas. Apenas en español,Google proporciona 1.330 impactos. ¿Cómo se mide la influencia de un texto que se lee en otras plataformas y no donde se publicó originalmente?

¿Para cuándo un medidor cualitativo? Hace unas semanas Alejandro González, del prestigioso y vanguardista estudio Outliers.es, me comentaba que es urgente crear un “medidor cualitativo”. También, que Código Abierto es uno de los que más circulan en redes sociales de todos los de 20Minutos.es. Curiosidades para el equipo comercial: la entrada más visitada del pasado mes de mayo fue Toquéame, la aplicación móvil contra Bankia, con  9.257 visitas. ¿La entrada que menos gustó al departamento comercial es la que más gusta a los lectores? Houston/20Minutos.es /medios del mundo, tenemos un problema.

No descarto seguir vinculado al grupo 20 Minutos, realizar reportajes concretos u otros menesteres. Pero a partir de ahora, reforzaré la colaboración en otros medios en lengua española, inglesa y portuguesa en los que ya escribo. Pero Código Abierto continúa. Continuará aún sin saber si el blog se incorporará a otra cabecera. Dado que alrededor del blog ha surgido una creciente comunidad de lectores he decidido continuar con la aventura. En este caso, una aventura compartida. #CódigoAbierto_CC  (link provisional) no será una plataforma exclusivamente mía.

Será una plataforma para la comunidad. Publicaré contenido propio, pero  también se publicarán textos de calidad de otras personas. Republicaremos contenido de calidad que tenga licencia libre. Aportaremos reposo, contexto. Huiremos del último minuto. Además, pretendo investigar la vía de la comunicación-acción. #CódigoAbierto_CC pretende ser a su vez una caja de herramientas para que los lectores se relaciones, abran campañas activistas y compartan código. Intentaré lanzar lo antes posible el proyecto #CódigoAbierto_CC en la plataforma de crowdfunding Goteo.org, para construir la mejor plataforma posible. Una plataforma, a su vez, que aspira a ser sostenible económicamente.

En general, será muy bienvenida la ayuda de:

-Programadores con conocimiento de WordPress.

-Diseñadores

-Periodistas

-Editores

Quien tenga interés en participar, que deje un comentario en esta entrada o que me escriba por mail:

bernardobrasil@gmail.com / codigoabiertocc@gmail.com

El dominio http://www.codigo-abierto.cc ya está registrado. El link provisional es https://codigoabiertocc.wordpress.com/

Acabo de abrir la cuenta de Twitter @CodigoAbiertoCC 

El trabajo realizado será incluído en el proyecto de Goteo.org.

En breve, recopilaré las mejores entradas de Código Abierto (tal vez todas) en formato de libro digital.

Gracias por la compañía

Bernardo / @bernardosampa